28 de setembro de 2015

O Caso dos Exploradores de Cavernas


Se tem um coisa que eu escuto desde que entrei na faculdade é: "Todo estudante de Direito deve ler 'O Caso dos Exploradores de Cavernas'". Bom, demorei quase dois anos para seguir esse conselho, mas finalmente eu o aceitei e não me arrependi.

Meu namorado me emprestou um exemplar há um bom tempo atrás, mas ele estava bem velhinho e fiquei um pouco receosa de ler, com medo de estragar mais. No entanto, criei coragem e usei um pouco de fita adesiva para “restaurar” o livro. Confesso que não sou muito boa nisso, mas me deu mais segurança para ler.

O livro “O Caso dos Exploradores de Cavernas”, de Lon L. Fuller, se passa no ano de 4300 e começa explicitando o fato de algumas pessoas terem sido processadas e condenadas à morte pela forca e diz que esses acusados recorreram da decisão. A partir daí o que vemos são os votos dos juízes Truepenny (presidente do tribunal), Foster, Tatting, Kenn e Handy. Pelo o que o livro deixa a entender, esses juízes americanos correspondem aos nossos Ministros.

O motivo do processo e da condenação somente fica claro no voto do Presidente Truepenny: um grupo de cinco aventureiros que tinham por hobby explorar cavernas, decidem conhecer uma caverna localizada no Planalto Central de Stowfield. O que eles não imaginavam é que aconteceria um deslizamento de terra e a entrada da gruta ficaria completamente coberta de rochas, impedido a saída dos exploradores. Pouco tempo depois as famílias dos mesmos informaram às autoridades responsáveis a ausência de seus familiares, começando assim um procedimento de busca.

O resgate se mostrou mais difícil do que o previsto, várias equipes foram acionadas, novos deslizes de terra acontecerem e causaram a morte de dez operários. A comunicação com os exploradores era complicada e a única coisa que se sabia sobre a situação dentro da caverna era que a comida estava escassa.

Como o resgate havia encontrado vários obstáculos, Roger Whetmore percebeu que ele e seus colegas poderiam morrer por inanição. Para solucionar esse problema, Roger sugeriu que eles tirassem na sorte qual deles seria sacrificado e servido de alimento para os demais. Os amigos de Whetmore refutaram a ideia de início, mas após um tempo, ficou evidente para eles, que se não se alimentassem da carne de um dos presentes, todos morreriam.

Para a escolha de quem morreria, foram usados dados, mas antes mesmo que esse processo se iniciasse, Whetmore declarou sua desistência, sugerindo aos parceiros que esperassem mais um tempo até praticarem tal ato. Os colegas de caverna não aceitaram a nova sugestão de Roger e prosseguiram com os dados. Infelizmente, a sorte estava contra Roger Whetmore e o mesmo foi morto e utilizado como alimento.

Logo após explicar para o leitor toda a história dos exploradores de caverna, o juiz Truepenny dá seu voto e em seguida todos os outros também declaram se sua vontade é ou não manter a condenação à morte por forca dos quatro exploradores restantes.

Apesar de ser uma indicação frequente para todos os estudantes de Direito, recomento a leitura para todos aqueles que se interessem pela história, pois acredito que o livro nos mostra diversas formas de pensar que são pertinentes no nosso dia a dia. A leitura é bem rápida, o livro tem apenas 75 páginas, porém exige muita atenção, já que o vocabulário pode se complicar às vezes.

Espero que gostem da indicação, tanto quanto eu gostei de ler o livro!

Obrigada pela visita e volte Sempre às Quatro!

4 comentários:

  1. É como eu disse uma vez.......Mandy vai me levar a falência desse jeito kkkkkkkk

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    1. Mas a função do dinheiro é comprar bons livros, Jeo!! hahahahaaha

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