18 de maio de 2016

História: Tears In Heaven - Eric Clapton

Tears In Heaven

Tears in Heaven é uma música escrita por Eric Clapton e Will Jennings, faz parte do premiado álbum Unplugged de Clapton, lançado em 1992 e envolve uma carga emocional muito grande para o cantor.

A carga emocional se deve ao fato de, no dia 20 de março de 1991, Conor Clapton, filho de apenas 4 anos de Eric com a atriz e modelo Lory Del Santo, ter morrido após cair do 53º andar de um prédio em Nova York. 


Famíla Clapton
Famíla Clapton

Lory, que na época já havia se separado de Eric, relatou que, como ela e Conor estavam hospedados no apartamento de uma amiga dela por apenas um mês, eles não conheciam todos os detalhes do local. Para Lory, o lugar onde era a janela parecia apenas uma grande parede de vidro que ela nunca havia tentado abrir. Porém, na manhã do dia 20, o zelador do apartamento a abriu enquanto limpava o local.

Na época, Lory disse também que Conor estava muito feliz e fazia muito barulho brincando pela casa. Del Santo pediu para que a babá não tirasse os olhos da criança, enquanto ela olhava os faxes sobre seu trabalho que havia recebido.


Conor e Lory
Conor e Lory

Em determinado momento da manhã, Conor resolveu brincar de esconde-esconde e correu para sala, onde a janela estava aberta. Logo em seguida, Del Santo escutou um grito da babá, correu para o cômodo e percebeu o que tinha acontecido.

Clapton chegou ao local 5 minutos depois para buscar o filho para um passeio no zoológico e quando ficou sabendo, ficou completamente transtornado. No dia anterior, Eric tinha levado o filho ao circo e se divertido muito com a criança. Chegou, inclusive, a pedir Lory para que se mudasse para Londres, onde poderia manter um contato maior com o filho.


Conor e Eric
Conor e Eric

Após o acidente, Clapton se isolou por um tempo e só voltou a trabalhar quando recebeu o convite para compor uma música para o filme Rush (1991). Inicialmente, Clapton escreveria ao lado de Will Jennings, apenas a música dos créditos. Porém, Eric encontrou outra parte do filme que caberia mais uma música composta pelos dois.

Eric mostrou então pra Jennings parte da letra "Tears In Heaven" e pediu ajuda para terminar de compô-la. Will a princípio negou, por considerar a música muito pessoal e só aceitou depois de muita insistência de Eric.


Eric e Conor
Eric e Conor

Em entrevista, Jennings afirmou: "Eric e eu fomos contratados para escrever uma canção para um filme chamado Rush. Nós escrevemos uma música chamada 'Help Me Up' para o final do filme... Eric então viu um outro lugar no filme para incluir mais uma canção e ele me disse: 'Eu quero escrever uma canção sobre o meu menino.' Eric tinha a primeira estrofe da canção escrita, que, para mim, é toda a música, mas ele queria que eu escrevesse o resto das linhas do verso 'Time can bring you down, time can bend your knees...', e ser creditado no lançamento, mesmo dizendo a ele que era tão pessoal e que ele mesmo devia escrever tudo sozinho. Ele me disse que tinha admirado o trabalho que eu tinha feito com Steve Winwood e, finalmente, não havia mais nada a fazer, mas como ele pediu, apesar da sensibilidade do assunto... Esta é uma canção tão pessoal e tão triste que é única em minha experiência de escrever canções."


Famíla Clapton
Famíla Clapton

Clapton sempre demonstrou muito carinho pela música, chegando a afirmar: "Quase que inconscientemente usei a música para mim mesmo como um agente de cura, e eis que, funcionou... Eu tenho muita orgulho e devo uma grande quantidade de cura à música". Porém, em 2004 ele parou de tocá-la assim como fez com "My Father's Eyes" e disse que "não sentia mais a sensação de perda, que é uma parte integrante dessas composições. Eu preciso me conectar com os sentimentos que havia quando compus essas canções. Acho que esses sentimentos se foram, e eu não quero que eles voltem novamente. Minha vida mudou desde então. Canções assim só precisam de uma pausa e talvez eu volte a apresentá-las de uma maneira nova".


"Tears in Heaven" foi responsável por três dos seis Grammys que Clapton ganhou naquele ano, sendo eles: gravação do ano, canção do ano e melhor performance vocal pop masculina. A música também rendeu um MTV Video Music Award de melhor videoclipe masculino. Além disso, a canção ficou três semanas em primeiro lugar na parada da revista Billboard e em 2004 a revista Rolling Stones a classificou como a 362ª melhor música entre as "500 melhores canções de todos os tempos".

Gostou desse post e quer conhecer mais histórias por trás das músicas? Aqui no blog já falamos sobre Jeremy do Pearl Jam. E se tiver sugestões de outras músicas que quer ver aqui, é só deixar nos comentários.

Obrigada pela visita e volte Sempre às Quatro!

4 comentários:

  1. Muito bom esse post!
    Triste demais a história, né. O bom é que o poder de cura da música se fez valer.

    Beijos.

    Yellow Ever Shine

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    Respostas
    1. Oi Lari! Muito obrigada pelo carinho!
      Realmente é uma história muito triste, mas saber que Eric escreveu uma música que foi tão útil para ele próprio é emocionante!
      Volte Sempre às Quatro! :*

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  2. História muito triste, mas bonita na parte em que a música serviu como instrumento de superação. Conhecia a história porque sempre que toca essa música, meu pai comenta esse fato, porém desconhecia os detalhes.

    Beijos!

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    Respostas
    1. Essa parte da música ter ajudado Eric a retomar sua vida é mesmo muito emocionante! E agora você pode contar para o seu pai os detalhes dessa história, que apesar de triste se exteriorizou por meio de uma música muito linda!
      Obrigada pelo carinho e volte Sempre às Quatro!!

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