1 de junho de 2016

Interestelar



Eu não sei dizer quem é o meu diretor favorito, mas com certeza Christopher Nolan vai estar sempre muito bem colocado na minha lista. Ele é famoso por roteirizar, produzir e dirigir a maioria dos filmes em que se envolveu. Com Interestelar (Interstellar, 2014) não foi diferente.

O filme se passa em um futuro onde a Terra está devastada e a espécie humana está ameaçada por constantes tempestades de poeira e a fome que está cada vez mais presente no cotidiano daqueles que ainda resistiram a essa situação.

Nesse contexto, Cooper (Matthew McConaughey), ex-piloto da NASA, vive com sua família em uma fazenda onde produzem milho e tem um vínculo muito grande com sua filha, Murphy (Mackenzie Foy).


Foto: Divulgação
Copper e Murphy

Murphy acredita que seu quarto é assombrado por um fantasma que constantemente tenta se comunicar com ela, e por ser uma criança muito inteligente ela consegue decifrar algumas mensagens. Juntamente com o pai, percebe que há uma radiação gravitacional incidindo no lugar e por isso é possível que se receba mensagens em código binário.

Quando uma dessas mensagens é decodificada, eles descobrem coordenadas que não os lembram de nenhum lugar específico e decidem ir até lá. Ao chegarem, percebem que o local é na verdade uma base secreta da NASA, onde algumas soluções para salvar a humanidade estão sendo estudadas.

Ao ser reconhecido pelo professor John Brand (Michael Caine), cientista responsável pelo projeto, Copper é rapidamente recrutado para ser o piloto da missão que levará Amelia Brand (Anne Hathaway), filha de John, Romilly (David Gyasi), Doyle (Was Bentley), além de TARS e CASE, dois robozinhos super simpáticos.


Foto: Divulgação
Nave Endurance

O dever deles é passar por um buraco de minhoca e encontrar um planeta onde a humanidade possa se instalar e recomeçar, além de procurar por possíveis sobreviventes da "Missão Lázaro", que haviam sido enviados para estudar planetas que tinham características que permitiriam o desenvolvimento da vida humana.

No filme, o princípio da relatividade está muito presente, como por exemplo, quando visitam o "Planeta Miller" e lá cada hora equivale a 7 anos na Terra. Isso faz com que Cooper fique muito ansioso tanto em relação a sua filha que pode crescer e morrer antes mesmo que ele volte para casa, quanto em relação à própria missão, pois ele tem medo de que quando voltar à Terra, não exista mais humanidade para ser salva.

Enquanto Cooper está no espaço, Murphy (Jessica Chastain) realmente cresce e começa a trabalhar na própria NASA, ao lado de John, tentando desvendar uma equação que salvaria a espécie humana. Já na Missão, as coisas tomam caminhos diferentes e cada escolha começa a ter um peso maior do que o esperado.


O filme é muito bonito, com cenas impressionantes. Tanto que o buraco negro criado para esse filme pôde ser usado com base para artigos científicos. Não é atoa que em 2015 o filme ganhou o Oscar de "Melhores Efeitos Visuais".

Algo muito interessante, é que não se trata apenas de um filme de ficção científica, com termos científicos difíceis de entender. O filme foca muito na emoção dos personagens. Todas as relações são bem construídas, principalmente o relacionamento entre Cooper e Murphy, o que dá um tom diferente ao longa, fazendo com que ele não seja apenas mais uma história sobre viagens ao espaço.

Além disso, algo que me chamou muita atenção foi o diálogo entre Cooper e a doutora Brand sobre o amor. Em certa parte do filme ela diz: "Talvez o amor signifique algo mais. Algo que não podemos ainda entender. Talvez seja uma evidência, um artefato de uma dimensão maior que conscientemente não percebemos. [...] O amor é a única coisa que somos capazes de perceber que transcende dimensões de tempo e espaço. Talvez devêssemos confiar nisso, mesmo se ainda não entendemos."

Para você entender um pouco mais do meu amor por Nolan e toda a beleza do filme, te convido a assistir esse vídeo que traz curiosidades e explica um pouco do making off do longa.


Com eu já disse, apesar de não ser apenas um filme de ficção científica, ele tem termos e conceitos físicos muito complicados. Inclusive, baseados em um livro do físico Kip Thorne, que também trabalhou como consultor na construção do roteiro e também durante as filmagens.

Se você, assim como eu que sou de humanas, ao terminar de assistir ficou ou vai ficar com a cabeça explodindo de tanta teoria física e até sem entender alguns pontos :0, lhe apresento um vídeo para colocar as ideias no lugar e te fazer se apaixonar mais ainda pelo filme:


E aí? Já assistiu esse filme? Se já, me conta o que achou. Se ainda não, corre para assistir. Garanto que não vai se arrepender.

Obrigada pela visita e volte Sempre às Quatro!

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